CORONAVÍRUS: A necessária solidariedade e responsabilidade de nossa gente

No último ano e início deste, o índice de desemprego chegou a números alarmantes. Medidas econômicas inseridas em nosso país e por vezes influenciadas pelo mercado internacional tem gerado uma crise difícil de ser contida. Vimos há pouco menos de três meses uma tensão que quase gerou uma guerra e ao mesmo tempo um vírus contaminava a população de parte de mundo, se tornando hoje uma pandemia.

Porque precisamos ser solidários e responsáveis nesse momento?

Vivemos na era das Fake News e o assunto mais comentado do planeta não estaria de fora da disseminação de notícias falsas nas redes sociais. De teorias de ser uma arma produzida em laboratório e disseminada de propósito até o absurdo do vírus não existir e ser uma grande mentira da mídia. A cada segundo uma mentira diferente é compartilhada, confundindo nossa população e assim intensificando a falta de conhecimento sobre a doença e como preveni-la.

A verdade é que o vírus chegou ao Brasil e medidas drásticas precisam ser tomadas, fato que ainda não caiu na consciência do povo. Peguemos o exemplo da Itália, onde essas medidas demoraram iniciar e de uma hora para outra o país se tornou um dos com mais números de contaminados e com vítimas fatais. Hoje, aquela nação está em quarentena e ninguém está podendo sair de casa, pois essa é uma das formas de não disseminação, já que seu sistema de saúde parou de ter condições de tratar a todos e os profissionais de saúde precisam escolher quem deve ser tratado.

Isso acontecerá no Brasil caso medidas drásticas não sejam tomadas. Estamos com mais de duzentos casos confirmados e esse número pode subir milhares de vezes se continuarmos ignorando medidas básicas. Aí entra nossa responsabilidade. Os leitores do Themos Vagas são na maioria jovens e saudáveis, embora esse perfil tenha uma quantidade mínima de efeitos letais precisamos entender que mesmo não sendo um grande problema de saúde individual, é um grande problema de saúde pública.

A não existência de uma vacina faz com que ela seja disseminada em escala enorme e em tempo curtíssimo. Dessa forma, a grande quantidade de doentes estará superior a capacidade de nosso sistema de saúde. E aí estaremos em situação parecida com a Itália, citada anteriormente. Isso não está sendo dito da boca para fora, pesquisas comprovam que se não nos precavermos, irá acontecer mesmo.

O Ministério da Saúde regulamentou os critérios de isolamento e quarentena que deverão ser aplicados pelas autoridades de saúde local. Aqui no Piauí, o governo estadual e a prefeitura da capital lançou decreto com essas orientações.

Mas um ponto a ser considerado é a atenção aos mais vulneráveis. Moradores de rua, vendedores ambulantes, flanelinhas, artistas de rua, etc. Nossa solidariedade entrará nesse contexto. O que fazer por eles?

E os trabalhadores? Estarão sendo liberados de seus serviços para ficar em quarentena? E os trabalhadores informais? Como poderão se manter em casa já que não serão remunerados durante esse tempo? O momento é complexo!

Além de nossa solidariedade e nossa responsabilidade, voltemos nossos olhos para quem sempre esteve nesses momentos e o que mais poderá resolver esse problema, o SUS. Vamos ter esse momento como referência para abraçar nosso Sistema Único de Saúde que a cada dia está sendo sucateado. Precisamos defender e valorizar nosso sistema, que é público, gratuito e universal.

Por fim, lavem as mãos frequentemente com água e sabão; evitem tocar nos olhos, nariz e boca com as mãos não lavadas; evitem contato próximo com pessoas doentes; cubram a boca e nariz ao tossir ou espirrar com um lenço de papel e em seguida jogue no lixo; limpem e desinfetem objetos e superfícies tocados com frequência e fiquem em casa.

Equipe Themos Vagas