Perdi o emprego, e agora? volto a estudar? Mudo de área? Abro um negócio? | Suzi Santos

Perdi o emprego, e agora? volto a estudar? Mudo de área? Abro um negócio? Ou aceito uma vaga que pague menos?

O momentos depois de uma demissão gera muitas dúvidas: Foi minha culpa? Não sou bom o suficiente? Poderia ter mudado algo? Uma das mais angustiantes, no entanto, fala do futuro: E agora o que fazer? Devo voltar a estudar? Mudar de área? Abrir um negócio? Ou aceitar uma vaga que pague menos?

Ao escolher qualquer caminho, é preciso deixar de lado o desespero e refletir sobre suas habilidades, defeitos e desejos, além das necessidades do mercado. Quais são suas qualidades? No que deve melhorar? E do que o mercado precisa hoje?

A primeira coisa é se convencer de que é uma situação passageira. Aproveite esse momento para pensar na sua carreira. Se está desempregado, foi algo conjuntural ou pessoal? Como tem sido sua trajetória até aqui? Você precisa se entender, para isso, vale colocar tudo no papel, buscar livros sobre o assunto, procurar ajuda profissional é outra opção.

Planejar as finanças também é necessário, para saber se o dinheiro guardado permite arriscar ou exige um novo emprego rápido.

Voltar a estudar?

Vai estudar exatamente para quê? Antes de investir na formação, quem perdeu o emprego deve se fazer essa pergunta, cada curso vai dar um retorno diferente e é preciso alinhá-los com os seus objetivos.

O mestrado, por exemplo, tem uma finalidade mais acadêmica. Ele é indicado para pessoas que querem pesquisar uma área do conhecimento ou que têm aspirações docentes.

Já as especializações e MBAs são voltados para o mercado e podem trazer bons contatos profissionais.
Deve-se pensar: o mercado está precisando disso? No que vai me ajudar?

Para quem não tem ensino superior sugiro cursos técnicos, ou profissionalizantes.

No entanto, a decisão de se dedicar apenas aos estudos exige cuidado, ficar fora do mercado pode ser prejudicial.

Se você investir só na educação, quando o mercado reaquecer, vai estar fora dele. Precisa se perguntar: o setor para o qual estou me preparando vai pedir (no futuro) gente bem formada ou com experiência?

Mudar de carreira?

Se trocar de emprego é como mudar de roupa, escolher outra carreira é mudar de pele. A analogia serve para mostrar que entrar numa área completamente nova é uma decisão complexa. É preciso começar do zero e há efeitos na vida pessoal.

Portanto, antes de mudar, saiba se o setor desejado está indo bem.

Para fazer a transição o melhor é apostar numa especialização. Começar outra faculdade não seria a escolha mais inteligente, Não vejo o mercado valorizando duas graduações.

Exemplo: alguém que se formou em bioquímica e não encontra emprego, pode fazer uma pós-graduação em administração e buscar emprego no setor farmacêutico. Assim, não desperdiça o conhecimento que já tem e abre mais portas.

Desaconselho mudanças de carreira durante a crise. Na recessão, a lógica da empresa é contratar pessoas que se estejam o mais próximo de suas necessidades. Ou seja, com a formação e experiências ideais. Não seria boa hora para novatos.


Abrir o próprio negócio?

Gostar de cozinhar ou não querer ter um chefe não são, por si só, bons motivos para abrir um restaurante.

Em vez disso, alguém que queira começar seu próprio negócio deve gostar de resolver problemas, estar disposto a estudar empreendedorismo e não ter vergonha de fazer contatos.

É preciso perguntar que tipo de problema esse restaurante vai resolver para o meu público. Vai ser uma alimentação rápida para quem trabalha na região?

Negócios que não suprem necessidades específicas não se sustentam. Que problema um cupcake resolve?

O interessado em abrir um negócio também deve estudar muito e fazer um planejamento detalhado.

Cada vez mais é um terreno para profissionais. Às vezes as pessoas estão desempregadas e veem isso como uma tábua de salvação, mas não é assim.

Indico os cursos do Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas) sobre empreendedorismo e aulas online para começar a entender o planejamento de cada setor. É importante  conversar com empresários da mesma área, até para entender o dia a dia do trabalho.

Se não estiver disposto a dar esses passos, tire a ideia da cabeça, Você pode perder o dinheiro que juntou. Não é uma decisão para ser tomada no desespero.


Ganhar menos?

O dinheiro está curto e é preciso voltar a trabalhar o quanto antes?

Então deixe as pessoas saberem que você está disponível.

Procurar conhecidos de vários círculos é uma das melhores formas de encontrar vagas.

As pessoas têm dificuldade de pedir uma oportunidade. Se fico desempregado, vou procurar todo mundo que conheço. Como você vai receber uma oferta se não sabem que você está desempregado?

Ao buscar trabalhos escolha funções mais desafiadoras, mesmo que paguem menos.

Se inscrever para um cargo parecido, mas inferior ao que você exercia, pode pegar mal no seu currículo, parece que você retrocedeu e depois vai precisar recuperar esse patamar. Por outro lado, escolher um posto em um outro setor é mais desafiador e oferece uma experiência diferente.

Algo que te exige muito menos gera frustração e não agrega (conhecimento).

Suzi Santos: Graduada em psicologia e recursos humanos, pós graduada em gestão de pessoas(IPOG), Practitioner em programação neurolinguística. Atua a sete anos na área de recursos humanos, desenvolvendo talentos e treinando competências.
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